sexta-feira, 20 de julho de 2012

BANDINHA, FILMES E REVISTAS

Bem, voltei para o ônibus e para a bandinha do Seu Edgard Feres. 
Minha casa, (não mais no Bar Pinguim, nem perto do campo de futebol, onde morei depois de vendermos o bar, mas na Wenceslau Braz, em frente à casa da Dona Clarice e Seu Alberto e do Seu Edgard e Dona Geni) que ficava bem acima do nível da rua e de lá ouvíamos, no gostoso entardecer, o som da corneta do Seu Edgard convocando os componentes da banda para que pegassem suas tampas de panelas, latas de ceras vazias ou panelas com pauzinhos para tocarmos, marchando pelas proximidades.
Pronto! Saí da banda e me vieram à memória nomes e mais nomes: Lalá, Anésio, Dinho, Eli (quanto cantamos juntas as músicas de Libertad Lamarque, Miguel Aceves Mejia, Joselito...), Leudimila, Lidimila, Adalberto, Sérgio, Druzila, Julinha, Dona Nena, José Luís, Marli, José Carlos, Henriquinho.
Lembrei-me de Libertad Lamarque e o primeiro filme "Titanic". Pronto! Voltei para o cinema na Rua Dr. Carlos de Campos. Será que ele ainda existe? 

Era lá que assistíamos os filmes de bang-bang em seriados que acompanhávamos religiosamente nas matinês dos domingos com nossos lindos vestidos de organdi suiço, bordados a mão, nos áureos tempos do Bar Pinguim. Personagens que de vez em quando desfilam em minhas lembranças: Tarzan, Mazzaropi, Hopalong Cassidy, Zorro, Marcelino Pão e Vinho, Os três patetas, O Gordo e o Magro e ainda outros que já foram deletados da memória.
Tá vendo? Foi só mexer no baú que mais e mais nomes surgiram: Dona Nélide, (onde eu ficava horas e horas no porão de sua casa lendo as revistas "O Cruzeiro", Manchete", "Capricho", "GrandeHotel", (quantos clássicos da literatura mundial, tomei conhecimento através desta revista.), Ivinho, Neidinha, Nueleide, Mitió, Raremi, Mieko. Ah! Meus bons e amáveis amigos japoneses: Massaro, Massako, Toshirico. Os japoneses abraçaram Getulina e Getulina os abraçou. Eu os destranco da memória e os gravo em novos arquivos. 
Seria muito bom poder resgatar todos os arquivos da memória e colocá-los num pen drive.
Não, não ria não. Não é loucura nem mania de quem só tem uns sessenta e poucos anos.
Se você juntar os seus arquivos com os meus, vou uní-los o mais harmonicamente possível pois nem tudo o que vivemos juntos, vimos da mesma maneira, pelo mesmo prisma e assim poderemos completar e eternizar as nossas memórias.



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